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 Perícia Criminal



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Retrato Falado

              O retrato falado é um recurso muito utilizado na investigação policial para encontrar suspeitos de crimes, nas situações em que não existem muitas outras informações sobre essa pessoa. Seu emprego é restrito aos casos em que testemunhas ou vítimas puderam ver o rosto do criminoso.

O retrato falado recebe este nome devido ser confeccionado a partir de informações fornecidas por uma testemunha ou vítima que visualizou uma pessoa que precisa ser reconhecida ou encontrada, cuja identificação se desconhece.

É importante dizer que a qualidade de um retrato falado dependerá, em muito, da capacidade da pessoa que está fornecendo as informações, em reter em sua mente os traços fisionômicos do indivíduo a ser identificado.

O estado emocional de quem está fornecendo os dados, uma vez que essa pessoa normalmente é vítima ou testemunha do fato que o abalou na maioria dos casos é um fator desfavorável para a confecção do Retrato Falado. Isso ocorre porque a capacidade de concentração dessa pessoa é dificultada, devido o trauma sofrido ou presenciado.

Assim, todo um cuidado por parte de quem está fazendo o Retrato Falado deve ser tomado ao entrevistar essa pessoa, visando deixá-la à vontade para que possa se lembrar dos traços fisionômicos da pessoa a ser retratada.

Portanto, devido essas e outras razões, o retrato falado é um mero indicativo visual da pessoa que pretendemos identificar, não podendo ser usado como peça conclusiva de identificação. O retrato falado é muito usado quando a investigação policial não possui nenhuma informação sobre determinado suspeito de autoria de crime.

Quando este recurso de identificação surgiu, era elaborado por um desenhista com habilidades artísticas, pois o único recurso era o desenho manual. Atualmente as técnicas utilizadas para confeccionar um retrato falado consistem basicamente na montagem de peças, retiradas de um grande fichário onde existem inúmeras fotografias de face de pessoas, as quais são separadas em partes correspondentes à cabeça, cabelos, olhos, nariz, boca, queixo e inúmeros outros detalhes como acessórios.

É verdade que essa metodologia de montar um retrato falado, em muitos dos estados brasileiros, ainda é feita de forma artesanal, colocando-se as peças manualmente e fazendo-se os retoques com lápis e borracha.

É importante dizer ainda, que o retrato falado não é uma peça pericial, pois a sua finalidade é auxiliar os investigadores policiais a identificar algum suspeito de crime, em situações em que a polícia não possua muitas informações para proceder a essa investigação.

Um outro fator que devemos alertar é quanto a urgência na confecção do retrato falado. Deve ser feito imediatamente após a autoridade policial tomar conhecimento de que a vítima ou testemunha visualizou o agressor. Não poderá jamais ser interrogada numa delegacia e, principalmente, deve-se evitar que se mostrem álbuns de fotografias de suspeitos para possíveis reconhecimentos. Se a pessoa teve acesso antes álbuns de fotografias de suspeitos, a confecção do retrato falado fica inviabilizada, uma vez que as informações de seu subconsciente podem se confundir, num claro processo de indução.


Observações: Sobre esse assunto existem alguns livros que trazem explicações muito interessantes.
Aqui estamos dispondo algumas páginas relacionadas:
http://www.citynet.com.br/retratofalado/software.htm
Interatividade:
http://flashface.ctapt.de/
http://www.alzirazulmira.com/retratofalado/retratofalado.htm

(Fonte de pesquisa: Perícia criminal e cível, Alberi Espindola.)

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